Muitas pessoas confundem ataques de pânico com o Transtorno de Pânico (ou, como é mais comumente conhecida, a Síndrome do Pânico). Assim, vamos definir cada uma dessas entidades.
O ataque de pânico é um sintoma complexo e é um dos critérios que definem o Transtorno de Pânico, que é uma síndrome.
Um período distinto de intenso temor, no qual quatro ou mais dos sintomas seguintes aparecem de repente e alcançam o pico em aproximadamente 10 minutos:
- Palpitações ou taquicardia
- Sudorese
- Tremores
- Sensação de falta de ar
- Sensação de asfixia
- Dor ou desconforto torácico
- Náusea ou desconforto abdominal
- Tonturas, instabilidade, vertigens ou sensação de desmaio
- Desrealização ou despersonalização
- Medo de perder o controle ou enlouquecer
- Medo de morrer
- Sensação de formigamento ou de anestesia
- Calafrios ou ondas de calor
Os ataques de pânico podem estar presentes numa variedade de quadros psiquiátricos, não apenas no Transtorno de Pânico. Assim, uma pessoa que apresente um ataque de pânico não necessariamente apresenta Transtorno de Pânico. Dependendo do quadro de base, um ou outro tratamento será mais indicado.
Orientações: Débora Kinoshita Kussunoki
Adriano Segal
A. Ambos podem ser considerados:
- Ataques de pânico recorrentes e inesperados
- Pelo menos um destes ataques foi seguido por uma ou mais das seguintes características por pelo menos 1 mês:
- Preocupação persistente acerca de ter ataques adicionais
- Preocupação acerca das conseqüências do ataque (ficar louco ou ter um infarto, por exemplo)
- Alteração comportamental significativa relacionada ao ataque
B. Os ataques não são causados por uso de substâncias ou por alguma condição médica geral.
C. Os ataques são mais bem explicados por outra doença psiquiátrica.
Aqui, precisamos introduzir o conceito de agorafobia: trata-se da ansiedade do indivíduo quando se encontra em locais ou situações em que seria difícil fugir e receber ajuda, caso um ataque de pânico ocorresse. Essa ansiedade leva a uma esquiva de situações cotidianas, como ir ao banco, ao supermercado, entre outras atividades. O Transtorno de Pânico pode vir acompanhado ou não da agorafobia e há ainda o diagnóstico de “agorafobia sem histórico de Transtorno de Pânico”. O tratamento é bem eficaz, pois o Transtorno de Pânico responde rapidamente à psicofarmacoterapia (notadamente antidepressivos de ação sobre a serotonina e certos benzodiazepínicos, usados por prazos mais curtos).
Podem-se incrementar os resultados associando a psicofarmacoterapia a uma forma específica de psicoterapia, a terapia cognitivo-comportamental.
Orientações: Débora Kinoshita Kussunoki
Adriano Segal