Transtornos de Ansiedade Generalizada

Muitas pessoas que procuram clínicas especializadas no tratamento de casos de ansiedade apresentam o Transtorno da Ansiedade Generalizada (25%), descrito na tabela abaixo.

Ele pode ocorrer associado a uma variedade de quadros (transtorno depressivo maior distimia, Transtorno de Pânico, Fobia Social, Fobia Específica), assim como em associação com transtornos relacionados a substâncias (por exemplo, dependência ou abuso de álcool, sedativos, hipnóticos ou ansiolíticos). Por essa razão, sua identificação e a adoção de tratamentos precoces são realmente importantes.

Além destes problemas, o Transtorno da Ansiedade Generalizada pode estar associado a cefaléias e à síndrome do cólon irritável.

Transtornos de Ansiedade Generalizada Aprazer - Informação e Equilíbrio

A. Ansiedade e/ou preocupação exagerada com diversos assuntos que ocorrem na maior parte do tempo por 6 meses ou mais

B. A preocupação é difusa e de difícil controle

C. Sintomas acima são acompanhados por pelo menos três destes (apenas um, em crianças):

  1. Inquietação ou sensação de nervos à flor da pele
  2. Cansaço fácil
  3. Dificuldade de concentração e sensações de “branco” na mente
  4. Irritabilidade
  5. Tensão muscular
  6. Dificuldade em conciliar ou manter o sono ou sono insatisfatório e inquieto

D. O foco da ansiedade ou preocupação não está confinado a outros transtornos psiquiátricos (medo de ter uma crise de pânico, medo de se contaminar, medo de estar doente entre outros)

E. O quadro causa sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo em qualquer uma das áreas do funcionamento do indivíduo

F. O quadro não é causado por uso de substâncias ou por alguma condição médica geral

Outros sintomas que costumam estar presentes são tremores, abalos e dores musculares, diarréia, sudorese e náusea. Em termos de tratamentos, tanto o Transtorno da Ansiedade Generalizada como o Transtorno de Pânico têm boa resposta à psicofarmacoterapia (notadamente antidepressivos de ação sobre a serotonina e certos benzodiazepínicos, estes usados por prazos mais curtos).

Os resultados obtidos são melhores quando há associação da psicofarmacoterapia à terapia cognitivo-comportamental.

Orientações: Débora Kinoshita Kussunoki

Adriano Segal